Maria Mulher eucarística

“Oh! O santo Sacramento ! A Eucaristia ! Quantas maravilhas operava, a cada dia, na alma da puríssima, imaculada e augusta Virgem Maria, nossa mãe bem-amada, e em todo o seu espírito, inteira e magnificamente divinizado no amor!...” [1]

Da Anunciação à Eucaristia, ressoa o mesmo “Amém” da fé.

Mãe de Jesus, Maria é o primeiro tabernáculo da história e, na visita a Isabel, sua prima, Cristo já se irradiava, através do olhar e da voz de Maria.

Nas bodas de Caná, atendendo ao pedido de sua mãe, Jesus transformou a água em vinho. Na Eucaristia, Ele se nos oferece sob as espécies do pão e do vinho e a mesma fé e a mesma confiança nos são solicitadas.

São João Paulo II, acrescentou a Instituição da Eucaristia entre os mistérios luminosos do Rosário. Maria é a “mulher eucarística”, por sua atitude interior.

A Eucaristia tem uma dimensão sacrificial, sendo o memorial da morte e da ressurreição de Jesus. Vivamos a Eucaristia com a mesma atitude de Maria, ao pé da cruz.  No memorial do calvário, Jesus diz, a cada um de nós: “Eis a tua mãe!”

A Eucaristia é um ato de louvor! Vamos vivê-la com o Magnificat de Maria! [2]

Bento XVI acrescenta e destaca que Maria é a Belíssima, visto que nela resplandece a glória de Deus. A beleza da liturgia celeste, que deve ser refletida, igualmente, em nossas assembleias, encontra, em Maria, um espelho fiel [3].

[1] Martha Robin, A dolorosa Paixão do Salvador I. Preparação para a Páscoa, edições Foyer de Charité, 2008, PP 117-118.

[2] João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 2003, capítulo 6, completo, intitulado “A Escola de Maria, mulher eucarística”.

[3] Bento XVI, Exortação apostólica Sacramentum Caritatis 96.