Vida de oração

Pouco a pouco o Templo de Jerusalém foi aceitando a presença das mulheres

A sociedade patriarcal teve que se adequar e se abrir ? talvez sob a influência da sociedade romana ? à mentalidade do maior respeito à mulher. O Templo era, essencialmente, uma instituição masculina: apenas os machos tornavam-se sacerdotes, somente os animais machos eram ofertados em sacrifício. Como à época do segundo Templo, famílias inteiras tinham se habituado a vir em peregrinação a Jerusalém, nasceu a permissão para as mulheres apresentarem, igualmente, o sacrifício da Páscoa. Além disso, a presença de mulheres obrigou os sacerdotes a introduzirem cerimônia especial para a festa das Tendas: a iluminação do pátio das mulheres, à noite.

Entretanto, as mulheres e os homens deveriam assistir à cerimônia, separadamente. Quanto ao Pentecostes, permitiu-se que as mulheres levassem os primeiros frutos, pois os primeiros a se beneficiarem eram os sacerdotes. O rabino Gamaliel havia até mesmo decidido acrescentar a bênção especial quando encontrava uma bela mulher no templo: "Bendito seja o autor da beleza."

A casa familiar, verdadeiro lugar da oração judia

Três vezes ao ano, Jerusalém era centro de peregrinação. Porém, o verdadeiro local de oração judaica era o próprio lar. A casa da Sagrada Família em Nazaré, no cerne da vida religiosa de Israel, já era, não somente a primeira igreja doméstica, mas, simplesmente, a primeira Igreja.